Not�cias

  • 06/9/2010

    Setor portuário precisa de mais ajuda do BNDES

    O setor portuário quer uma presença maior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no apoio a projetos de expensão e melhorias do porto de Santos.


    Segundo Carlos Cesar Floriano, vice-presidente da Tecondi, empresa que opera o terminal para contêineres da margem direita do porto, o banco não tem dedicado a mesma atenção dada a outras indústrias. "Sentimos dificuldade para ter acesso a linhas de crédito. Ainda que pese o BNDES ter linhas para infraestrutura, não há nada dedicado especificamente aos portos", disse Floriano, durante exposição evento Santos Export, realizado ontem em Brasília.


    Como os contratos dos portos são concessões com o governo, disse Floriano, há dificuldades para se apresentar garantias para acesso ao crédito. "As áreas de energia e telecomunicações, e até mesmo as estradas, têm recursos que nós não alcançamos." Estima-se que os recursos do BNDES para investimentos em portos, ferrovias e rodovias cheguem a R$ 76 bilhões nos próximos três anos. Desse montante, todo o setor portuário, que responde por algo entre 75% e 85% do total das exportações e importações, deverá ter acesso a R$ 14 bilhões.


    Segundo Alessandro Teixeira, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e membro do conselho de administração do BNDES, o banco tem recursos disponíveis para as empresas que atuam no porto de Santos, mas não há plano de se criar uma linha de crédito específica para o setor.


    Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o setor portuário precisa de investimentos de R$ 42 bilhões para realizar 265 obras consideradas críticas para o setor. O montante previsto pelo PAC 1 e 2 é de R$ 15 bilhões

    Fonte: Valor Econômico SP

  • 06/9/2010

    Pequena propriedade emprega mais

    O Censo Agropecuário do IBGE mostra que nos pequenos estabelecimentos estão quase 85% dos trabalhadores. Embora a soma de suas áreas represente apenas 30,31% do total de propriedades, os pequenos estabelecimentos respondem por 84,36% das pessoas empregadas. Mesmo que cada um deles gere poucos postos de trabalho, os pequenos estabelecimentos (área inferior a 200 hectares) utilizam 12,6 vezes mais trabalhadores por hectare que os médios e 45,6 vezes mais que os grandes estabelecimentos.

    Os dados também mostram que esses trabalhadores fazem parte da agricultura familiar. Produtores e seus parentes representam 77% (ou 12.801.179) do total de ocupados nos estabelecimentos agropecuários.

    Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do país gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura familiar é 677 reais por hectare/ano.

    Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo.

    FINANCIAMENTOS - A pesquisa confirma também as prioridades do atual governo. Dos 5,2 milhões de propriedades existentes, somente 920 mil obtiveram financiamentos para produção. Dos que não foram agraciados, 3,63 milhões (85,42%) são pequenas propriedades. Já as grandes propriedades, captaram 43,6% dos recursos.

    Fonte: Diário de Cuiabá

  • 06/9/2010

    Economista aponta aumento dos gastos do governo como aspecto negativo da alta do PIB

    A grande surpresa, e o lado ruim, do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre divulgado nesta sexta, dia 3, é o gasto do governo, que aumentou 2,1% em comparação ao primeiro trimestre e 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A avaliação é da economista sênior do Royal Bank of Scotland para a América Latina, Zeina Latif.


    – Acho que esses 2% de crescimento de gastos do governo realmente não ajudaram, pensando sempre na preocupação do sobreaquecimento da economia, é claro – disse Zeina. Uma das preocupações da área econômica é evitar um crescimento excessivo da economia após a saída da crise, que afetou o país no ano passado.


    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,2% na comparação do segundo trimestre de 2010, descontados os fatores sazonais, com o primeiro trimestre do ano. O maior destaque, segundo o IBGE, foi a agropecuária (2,1%), seguida pela indústria (1,9%). Os serviços apresentaram expansão de 1,2%.


    Outro destaque foi o crescimento da formação bruta de capital fixo (investimento planejado), que teve expansão de 2,4% no segundo trimestre deste ano. Já a despesa de consumo das famílias cresceu apenas 0,8%.


    – A gente vê uma moderação do consumo, que foi importante, mas ao mesmo tempo a formação bruta de capital, ainda que tenha desacelerado, é uma taxa boa – observou a economista.


    Diante dos números, Zeina acredita que o crescimento da economia deverá ficar entre 7% e 7,5% este ano. Como analista de mercado financeiro, ela acredita que deve ser essa a mesma expectativa do setor.


    Na comparação com o segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8%. Em 12 meses, a alta foi de 5,1%. No acumulado no ano de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, o PIB variou 8,9%. O PIB em valores correntes alcançou R$ 900,7 bilhões.

    Fonte: Agência Brasil

  • 03/9/2010

    Venda de veículos novos bate recorde para meses de agosto e no ano

    As vendas de veículos novos no país apresentaram expansão de 21,2% em agosto, no confronto com o mesmo intervalo no ano passado, batendo o recorde para o mês com o emplacamento de 312,8 mil unidades, de acordo com os dados obtidos pela Folha.com nesta quarta-feira.


    Já no confronto com julho, os licenciamentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões cresceram 3,5%.


    No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, também foi contabilizada uma nova marca, com o emplacamento de 2,195 milhão de veículos, o que representa um acréscimo de 10,1% sobre igual período em 2009, que detinha o recorde até então.


    Apesar da expansão nas vendas, impulsionada pela oferta de crédito, a taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos pelos consumidores recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo 3,4% em julho, de acordo com levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) que engloba todo o mercado.


    A análise considera atrasos acima de 90 dias. Em julho do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%, ainda como reflexo do agravamento da crise econômica mundial.


    Ainda segundo a pesquisa, a taxa média de juros praticada pelos bancos ficou em 1,81% ao mês em julho, com elevação no confronto com junho (1,78%), mas recuo na comparação com o mesmo mês no ano passado (2,01%).

    Fonte: Folha Oline

  • 03/9/2010

    Peso dos impostos diminui para 33,58% do PIB

    O peso dos impostos no bolso do cidadão caiu, em 2009, para 33,58% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas e bens produzidos no país.


    Em 2008 - quando o Brasil começou a sentir mais fortemente os efeitos da crise apenas no último trimestre - a carga tributária alcançou 34,41% do PIB. Segundo informações divulgadas hoje (2) pela Receita Federal, em 2009, o volume arrecadado com impostos, contribuições e taxas chegou a R$ 1,055 trilhão, contra R$ 1,033 trilhão de 2008.


    Na mesma comparação, os tributos que tiveram as maiores variações positivas, em relação ao PIB, foram a contribuição para a Previdência Social (regime que atende os trabalhadores da inciativa privada), com aumento de 0,35 ponto percentual; a contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com alta de 0,12 ponto percentual; e a Contribuição para a Seguridade Social do Servidor Público, que teve elevação de 0,05 ponto percentual.


    Por outro lado, devido à crise, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) refletiu na arrecadação negativamente em 0,28 ponto percentual. Nesse item, o destaque foram as importações, que obtiveram variação negativa de 0,16 ponto percentual após a compra de importados pelo país ter diminuído 36,2% no ano passado.


    No caso do Importo de Renda, a queda em 2009 foi de 0,32 ponto percentual, ainda sob os efeitos da crise. No Imposto de Renda retido na fonte, o recuo foi de 0,15 ponto percentual. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica caiu 0,14 ponto percentual e o Imposto de Renda Pessoa Física, 0,03 ponto percentual.

    Fonte:Agência Brasil

  • 03/9/2010

    Randon inaugura banco próprio

    As vendas de veículos novos no país apresentaram expansão de 21,2% em agosto, no confronto com o mesmo intervalo no ano passado, batendo o recorde para o mês com o emplacamento de 312,8 mil unidades, de acordo com os dados obtidos pela Folha.com nesta quarta-feira.


    Já no confronto com julho, os licenciamentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões cresceram 3,5%.


    No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, também foi contabilizada uma nova marca, com o emplacamento de 2,195 milhão de veículos, o que representa um acréscimo de 10,1% sobre igual período em 2009, que detinha o recorde até então.


    Apesar da expansão nas vendas, impulsionada pela oferta de crédito, a taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos pelos consumidores recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo 3,4% em julho, de acordo com levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) que engloba todo o mercado.


    A análise considera atrasos acima de 90 dias. Em julho do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%, ainda como reflexo do agravamento da crise econômica mundial.


    Ainda segundo a pesquisa, a taxa média de juros praticada pelos bancos ficou em 1,81% ao mês em julho, com elevação no confronto com junho (1,78%), mas recuo na comparação com o mesmo mês no ano passado (2,01%).

    Fonte: Assessoria de Imprensa

  • 02/9/2010

    Governo do Estado anuncia descoberta depósitos de fosfato e minérios em Mirassol D’Oeste

    O governo do Estado anunciou ontem a descoberta de depósitos estimados em 11 bilhões de toneladas em minério de ferro e 450 milhões de toneladas de fosfato, no município de Mirassol D’Oeste. “É o nosso pré-sal”, comemorou o governador Silval Barbosa (PMDB), que fez o anúncio pela manhã, no Palácio Paiaguás.

    O depósito de fosfato, utilizado na fabricação de fertilizantes, é suficiente para atender a demanda mato-grossense por aproximadamente 700 anos.

    Já o de minério de ferro equivale à reserva de Carajás, no Pará. Um estudo do Centro de Tecnologia Mineral do Ministério da Ciência e Tecnologia estimou a reserva paraense em 13 bilhões de toneladas lavráveis. O teor médio do minério de ferro é de 41%. O teor de fosfato é de 6,5%.

    O secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, disse que, com a descoberta, Mato Grosso e o Brasil poderão passar da condição de importadores para exportadores de fosfato.

    As reservas de minério de ferro correspondem a mais de um terço do total de 30 bilhões de toneladas do país estimado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) com base em estatísticas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

    Com as novas reservas, o total projetado salta para 41,5 bilhões de toneladas. “A descoberta é muito importante em relação ao volume de minério de ferro e porque demonstra que estamos conseguindo superar o problema de falta de levantamento geológico no Brasil”, afirmou o presidente do Ibram, Paulo Camillo Penna. Segundo ele, o levantamento geológico existente corresponde a menos de um terço do território brasileiro.

    A rocha encontrada é do tipo ritimito, formada por camadas sobrepostas umas às outras. Segundo os pesquisadores, a rocha é aflorante (fica na superfície), tem 52 metros de espessura e área de 70 quilômetros quadrados.

    A pesquisa vem sendo realizada há cerca de um ano entre governo do Estado e o Serviço Geológico do Brasil, por meio do projeto Fosfato Brasil. A iniciativa tem o objetivo de ampliar as reservas brasileiras a fim de reduzir a dependência internacional.

    O governador Silval Barbosa disse que a segunda fase será a de busca empresas que queiram beneficiar esses minérios e se instalar no Estado, gerando emprego e renda.

    A exploração dos depósitos foi requerida pela Global Mine Exploration 4 (GME4), que tem como um dos sócios o banqueiro Daniel Dantas, que foi preso em 2004 pela operação Satiagraha, da Polícia Federal.

    A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) comemorou a descoberta do depósito de fosfato. “Com essa descoberta, o Estado deixa de ser importador e passa a ser exportador", afirmou o presidente da entidade Rui Prado.

    Ele calcula que a agricultura de Mato Grosso vai economizar R$ 400 milhões por ano. “Se essa descoberta tivesse acontecido 10 anos atrás, nenhum produtor estaria endividado”, garante.

    Quanto à pecuária, além da economia em torno de R$ 200 milhões ao ano, Mato Grosso vai poder recuperar toda área degradada pelas pastagens, tendo um ganho ambiental sem precedente, ao mesmo tempo em que vai aumentar geometricamente a produção de carne.

    Fonte: Diário de Cuiabá

  • 02/9/2010

    DNIT contará com sete pontes móveis para auxílio em casos de emergência

    Brasília (DF) – O DNIT, em convênio firmado com o Exército Brasileiro, adquiriu sete pontes móveis para auxílio às operações de reconstrução de pontes rompidas em casos de emergência. Os recursos liberados pelo DNIT, orçados em R$ 60,6 milhões, foram investidos na compra das pontes, nos equipamentos para instalação e transporte e nos galpões de armazenagem.


     


    Importadas da Inglaterra, as equipagens serão distribuídas nas cinco regiões do Brasil, de modo a garantir assistência imediata a todos os estados. Na região Sudeste, as pontes ficarão nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. No Nordeste, o estado escolhido foi o Rio Grande do Norte. No Norte, o Amazonas, no Sul, Santa Catarina, e no Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul. Por já ter experiência com o manuseio de outras pontes móveis, o Exército Brasileiro irá treinar servidores que ficarão responsáveis por armazenar o material.


    Uma das sete pontes adquiridas está sendo montada no gramado da Esplanada dos Ministérios em comemoração à Semana da Pátria. Os brasilienses poderão conhecer a estrutura entre a próxima quarta-feira (1º) e o dia 10 de setembro.

    Fonte: DNIT

  • 02/9/2010

    PAC poderá destinar R$ 17,95 bilhões à infraestrutura logística em 2011

    Se em 2010, a previsão de gastos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento com infraestrutura logística é de R$ 15,46 bilhões, no próximo ano o montante projetado para esta área é de R$ 17,95 bilhões, que seriam aplicados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, etc.


    Conforme divulgado pelo Ministério do Planejamento no início desta semana, se mantido pelo próximo Governo Federal, o orçamento total do PAC subirá 36,6% no próximo ano. O limite de gastos do Programa previsto para este ano é de R$ 31,85 bilhões, ao passo que em 2011 deverá ser de R$ 43,5 bilhões, pelo o que consta na proposta de orçamento federal, já enviada ao Congresso Nacional, segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.


    Ele revela que foi mantida a possibilidade de abater os gastos do PAC da meta de superávit primário, fixada em R$ 125,5 bilhões para o ano que vem, o que equivale a 3,22% do PIB. No entanto, diz que o abatimento, em 2011, está limitado a R$ 32 bilhões.

    Fonte: G1

  • 01/9/2010

    Cuiabá (MT) – Nos armazéns, caminhões carregam o milho safrinha comercializados pela Conab nos leilões de Pep, Prêmio de Escoamento do Produto. Só dos municípios de Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, no norte de Mato Grosso, devem ser removidas quase três milhões de toneladas.


    “O grande mês de embarque agora é agosto e setembro, que é realmente quando o milho vai ser levado embora, mas este ano o milho foi comprado e está sendo exportado”, diz Anderson Oro, gerente de armazém.


    O escoamento do milho em Mato Grosso já refletiu no preço do frete na região norte do estado. Em dois meses aumentou 25% segundo as transportadoras.


    Aumento, que segundo os agricultores, diminui a margem de lucro, como explica o seu Nelson Picolli. “Todo e qualquer aumento para a empresa compradora e para a transportadora em cima do produto que ela vai transportar, o desconto ou essa diferença de aumento, cai em cima matéria-prima, e neste caso do milho, a matéria-prima sai do produtor”, declara.

    Fonte: Expresso MT

  • 01/9/2010

    Governo federal apresenta proposta de orçamento para 2011

    A proposta de orçamento apresentada nesta terça, dia 31, pelo governo federal prevê a destinação de R$ 1,675 bilhão para a agricultura. O valor é 20% menor do que os R$ 2, 118 bilhões disponíveis em 2010. Se a previsão for aprovada como está, investimentos em portos e ferrovias também devem ficar menores.


    Segundo a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, o valor programado para 2011 é menor porque não contabiliza as emendas parlamentares. Dos mais de R$ 2 bilhões destinados à Agricultura em 2010, R$ 669 milhões foram incluídos pelo Congresso.


    Como os números ainda podem ser alterados, o Ministério não considera que houve corte de recursos.


    — Nós não tivemos redução. Nós temos que olhar direito os números. Eu não reconheço essa redução — diz o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.


    — O valor que está previsto para a Agricultura é o valor necessário e vai ser suficiente para que ele mantenha o seu nível de investimentos, bem como custeio. Isso levando em consideração a parte da pesquisa da Embrapa, toda a parte de logística da Conab — explica a secretária de Orçamento Federal, Célia Correa.


    Os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Pesca e Agricultura tiveram aumento de cerca 40% na previsão orçamentária. O PAC também deve ser turbinado. Dos R$ 43,5 bilhões previstos, quase R$ 18 bilhões são para Infraestrutura e Logística, que destinará mais recursos para rodovias e hidrovias. Já os portos e ferrovias devem ter menos recursos do que em 2010.


    — Temos vários projetos que ainda estão na fase de estudo. Então, o grosso mesmo do PAC 2 deve entrar em 2012 — explica Célia.

    Fonte: Canal Rural

  • 01/9/2010

    Chineses vão liderar os investimentos no Brasil

    As autoridades chinesas passaram anos acenando com investimentos bilionários, que nunca se realizavam, provocando frustração e queixas no Brasil.


    Nos últimos meses, porém, a China resolveu partir da retórica para a prática e rapidamente virou o jogo no País. Nos últimos três meses, as empresas chinesas fecharam negócios em valores dez vezes maiores que os investimentos realizados no País nos últimos três anos.


     Este ano, os chineses já anunciaram US$ 20 bilhões entre investimentos e empréstimos para a Petrobrás. A previsão é que o valor chegue a US$ 25 bilhões até o fim do ano. Com esses números, a China deixa de ser uma promessa para virar o maior investidor estrangeiro no País em 2010. E, segundo um estudo da consultoria Deloitte, os investimentos no Brasil podem ultrapassar US$ 40 bilhões por ano até 2014. Esse movimento provoca uma reação ambígua no Brasil, como quase tudo que diz respeito à relação com a China.


    Com seu apetite insaciável pelas matérias-primas produzidas pelo Brasil, do minério de ferro à soja, a China foi um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro na última década. Mas o cliente e rival asiático assustaram os industriais brasileiros com sua capacidade de produzir e exportar produtos a preços baixíssimos, tomando lugar das mercadorias nacionais aqui e em mercados no exterior.


    Com o novo ciclo de investimentos, não é diferente. Os recentes anúncios de compras ou negociações de minas, áreas de exploração de petróleo e terras para agropecuária, acenderam o sinal de alerta nas organizações que representam os empresários brasileiros.


    Organizações como a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) alertam para o risco de os chineses comprarem minas no País e usarem o minério para controlar os preços e inundar o mercado brasileiro com aço barato. Parte desse medo vem da velocidade das mudanças no país asiático. Há três décadas o país cresce a uma taxa média de 9,6% ao ano, algo inédito na história mundial recente. Em dez anos, passou da sétima à primeira posição no ranking dos exportadores.


    Este ano, a China ultrapassou o Japão como a segunda maior economia do mundo. Este caderno especial mostra o acelerado avanço do país asiático, o papel do Estado na economia chinesa, a interdependência com os Estados Unidos e o perfil dos investimentos chineses do Brasil - o início de uma história que pode, mais uma vez, mudar a trajetória da economia brasileira.

    Fonte: Agência Estado (AE)

  • 31/8/2010

    Falta de caminhões pode limitar crescimento


    Estudos da Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), apontam que as faltas de veículos e mão de obra e a dificuldade de acesso a linhas de créditos são os maiores limitadores do crescimento do setor rodoviário de carga no Brasil. A pouca oferta de caminhões limita o crescimento do setor.


    Para 54,3% das empresas que participaram da pesquisa este é o maior problema. Apenas 18,3% apontaram a infraestrutura rodoviária, portuária e aeroportuária como limitador. Mesmo assim, o segmento projeta um crescimento de 10% neste segundo semestre de 2010.


    "O governo colocou um programa de financiamento excelente no mercado, porém define um período muito pequeno, e com isso todos os empresários correm para comprar caminhão. Isso não significa que está faltando caminhão, todas as indústrias estão preparadas hoje para atender à demanda, mas é preciso que o governo estipule prazos maiores para estes programas, para que assim o empresário possa se organizar", disse o diretor de Vendas da MAN Latin América, Antônio Cammarosano Filho.


    Os problemas de oferta de caminhões, contudo, não afetam os planos. Dentre as empresas consultadas, 47% informaram que irão investir na ampliação da frota de caminhões neste semestre. Além disso, no primeiro semestre, mais de 70% obtiveram resultados superiores em relação ao mesmo período de 2009.

    Fonte: NTC&Logística

  • 31/8/2010

    Cinco municípios do PA e MT vão ter apoio para cadastro ambiental

    Cinco municípios do Pará e Mato Grosso terão apoio do Ministério do Meio Ambiente e organismos internacionais para o Cadastro Ambiental Rural. O mapeamento das propriedades vai permitir aos produtores a regularização e a retomada de crédito junto aos bancos.


    Com o cadastramento, os municípios de Feliz Natal, Brasnorte e Juína, no Mato Grosso, e Santana do Araguaia e Marabá, no Pará, terão a chance de deixar a lista dos 42 maiores desmatadores da Amazônia. Os proprietários rurais, a oportunidade de voltar a buscar empréstimos, desde que se comprometam a regularizar a terra.


    Além de retomar financiamentos nos bancos, quem aderir ao cadastramento terá um custo muito menor para fazer o mapeamento da propriedade. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em alguns municípios, o único gasto do produtor será com o deslocamento para informar os dados ao órgão ambiental.


    Até junho de 2011, 80% das propriedades devem ser mapeadas. O Banco Mundial administrará os US$ 3,5 milhões disponíveis para o georreferenciamento, que será executado pela ONG The Nature Conservancy.

    Fonte: Canal Rural

  • 31/8/2010

    Governo estuda subvenção através do mercado futuro

    Depois do auxílio da comercialização através dos leilões PEP (Prêmio Escoamento do Produto) da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Ministério da Agricultura (Mapa) estuda a possibilidade de subvencionar a compra de milho por meio do mercado futuro. Só em Mato Grosso, mais de sete milhões de toneladas foram vendidas este ano nos leilões da Conab. A idéia da subvenção da aquisição foi apresentada na última reunião conjunta das Câmaras Setoriais de Aves e de Suínos, em Brasília.

    Segundo o coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Mapa, Sílvio Farnese, ainda não há definições, mas já foram realizadas conversas com a BM&FBovespa e o Banco do Brasil para criar uma ferramenta de subvenção. "A lógica seria muito próxima da aplicada no Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), mas usando instrumentos da bolsa”.

    Para o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Odacir Klein, a medida seria uma forma de garantir remuneração ao produtor, o que, em parte, auxiliaria a manutenção de agricultores na atividade.

    O dirigente ainda destacou que o Brasil não pode continuar com o cenário de total desestímulo ao plantio da primeira safra. Segundo ele, as diferentes regiões produtoras do país estão contabilizando redução de área plantada e consequentemente de produção.

    "Não há política de garantia de preços, somente na segunda safra quando são usadas as ferramentas como PEP e Pepro", contesta. "Infelizmente se passa metade do ano com preço achatado".

    No encontro o diretor de mercado da Abipecs, Jurandir Machado, apresentou os cenários do mercado de carnes que prevê aumento de produção de bovinos (6,6%), aves (27,1%) e suínos (18,8%) de 2006 até 2012.

    PREÇOS - O movimento de alta nas cotações de grãos no mercado internacional também influenciou os preços internos do milho, que estavam deprimidos no primeiro semestre em função da ampla oferta nacional. Segundo levantamento, em Sapezal (480 Km a Noroeste de Cuiabá), os preços já subiram entre R$ 2 e R$ 3/saca sobre os R$ 7,90/saca registrados há cerca de 60 dias, antes das primeiras notícias de quebra da safra russa.

    "Em Mato Grosso, além dos leilões de prêmio de escoamento do governo, os produtores também poderão se beneficiar do aumento de exportações", dizem os especialistas.

    No Sul, devido a informações que resultaram na alta dos preços internacionais, a tendência para a safra de milho 2010/2011 é de redução nas áreas de plantio. As primeiras estimativas apontam uma redução na casa dos 5,80% quando comparado com as mesmas áreas no ano passado.

    A previsão de estiagem para o fim do ano deixou os produtores mais prudentes com a lavoura, e o milho registrou redução recorde da área plantada.


    As informações do efeito La Niña preocupam os produtores. Neste mês de agosto, a diminuição das chuvas já pode ser percebida, embora o alerta aponta para o final do mês de setembro em diante.

    Ao mesmo tempo em que promete manter o tempo seco, a La Niña aumenta a probabilidade de ocorrências de frios tardios entre agosto e setembro, ou seja, a germinação pode ser prejudicada

    Fonte: Diário de Cuiabá

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